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- 17-06-2012 - 20h12min
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Mercado Imobiliário em alta em Rio Grande

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Foto: Deyver Dias

Valores de imóveis estão acima da média, avaliam as empresas do setor.

Foto: Deyver Dias

Mercado Imobiliário em alta em Rio Grande

Valores de imóveis estão acima da média, avaliam as empresas do setor.

Não é só o Polo Naval que anda ganhando destaque aos olhos de quem chega a Rio Grande. O mercado imobiliário também tem se aquecido com a chegada de um grande número de pessoas para trabalhar na cidade e também com aqueles que adquirindo casa própria.  Com as novas regras para o financiamento da casa nova, as pessoas agora possuem mais facilidades para a aquisição.

A procura intensa. Na maioria das pessoas que procuram são rio-grandinos, mas o pessoal de fora também tem procurado. Quem chega de outra cidade, procura primeiro a locação para um período de adaptação. Ficam confusos sobre as regiões da cidade, então alugam uma temporada depois procuram outro lugar”, afirma a sócia-proprietária da GS Imobiliárias, Graça Barros.

Segundo ela, o que espanta as pessoas na hora da compra de uma casa na cidade são os altos valores dos imóveis. “E são imóveis que deixam a desejar na questão conforto. Isso se dá pela falta de concorrência de imóveis novos prontos. Quando esses que estão em construção ficarem prontos a tendência é  baixar o valor dos demais”, explica ela.

Novas regras

Desde o dia 11 deste mês estão valendo as novas regras da Caixa Econômica Federal para o financiamento habitacional. Pelas novas regras, os prazos para os pagamentos aumentaram em cinco anos, subindo de 30 para 35 anos. Além disso, a Caixa reduziu os juros para a modalidade de financiamento dos mutuários que ganham acima de R$ 5,4 mil ou que adquiriram imóveis acima dos 170 mil reais. Esses financiamentos estão dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Com o alto preço praticado em Rio Grande, muitas avaliações ultrapassam o valor dos R$ 170 mil enquadrando os financiamentos nas novas regras instauradas pela Caixa. “Os valores em Rio Grande estão acima da realidade. Tem muita avaliação mal feita. A cidade está em alta mas o negócio precisa ser bom para os dois lados, tanto para quem compra quanto para quem vende”, explica Graça. Segundo ela, há carência de todo tipo de imóvel na cidade e que falta qualidade naquilo que está sendo ofertado, mas prevê uma mudança neste quadro dentro de dois ou três anos.

Para quem está construindo, os novos empreendimentos também há boas notícias na questão dos financiamentos. A Caixa ampliou o prazo dos empréstimos para a construção de casas e apartamentos com recursos da poupança. As construtoras e incorporadoras terão 36 meses para pagar ante os 24 meses que até então tinham para realizar os pagamentos.

Segundo Graça Barros, o Cassino é o bairro do futuro. “O Cassino tem muita procura, mas os valores praticados são muito altos. Vende bem, mas poderia vender muito mais. O Cassino vai receber muito mais moradores o dia que tiver, por exemplo, escolas particulares, para que os pais possam mais ter opções para matricular seus filhos.


Sobre os valores, ela diz que em qualquer cidade do Brasil com o valor de 300 mil reais se compra um bom imóvel, mas que em Rio Grande isso é muito difícil. “A culpa disso é a procura ser maior que a oferta, isso acaba elevando os preços”, explica. Mesmo com a boa procura, os programas do governo, como por exemplo, Minha Casa, Minha Vida, não foram afetados pelas mudanças nas regras do financiamento.

As mudanças não valem para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida. Para essas modalidades de financiamento, o prazo continua 30 anos. “O programa Minha Casa, Minha Vida vende muito bem em Rio Grande, mas o público de classe média, alta tem dificuldade para comprar”, conclui ela.

Rio Grande possui outro grave problema para o uso dos financiamentos da Caixa. A gerente de vendas da Imobiliária Liony Carvalho, Simone Valério explica que tem muita procura para o uso dos financiamentos, “mas vários imóveis não conseguem se encaixar por não estarem devidamente regularizados. Muito em parte, por ampliações não regularizadas”, explica ela. Simone Valério diz que as alterações no financiamento surtiram efeito bom para a classe média alta e que Rio Grande possui esse público emergente que procura imóveis entre R$ 170 e R$ 200 mil.

O proprietário da empresa, Malte Carvalho diz que o aquecimento do mercado rio-grandino não se dá pela chegada de novas pessoas a cidade e sim pela facilidade e abundância de financiamentos. “Isso é um termômetro nacional, não é só em Rio Grande”, avalia ele. De acordo com ele, muitas das vendas são de usados para usados e que os imóveis novos não são suficientes para atender a demanda. “No centro, o valor é mais alto porque o centro é pequeno, mas tudo que sai do pórtico em direção ao trevo foi valorizado, pois está lá o futuro da cidade”, avalia Carvalho.

A gerente da imobiliária Casarão Imóveis Viviane Lima avalia que os valores praticados em Rio Grande estão fora da realidade de mercado e dos padrões para uso do financiamento da Caixa. Segundo o corretor da empresa Fábio Ávila, como Rio Grande não tem oferta então algumas pessoas acabam locando em Pelotas e a diferença do custo da moradia lá justifica o valor do transporte. Com tanto desenvolvimento, o mercado imobiliário rio-grandino também está em alta. Este é o momento da negociação e do enquadramento dos produtos nos incentivos dados pelo governo para concretização dos negócios.


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