Comissão aprova que funcionário público seja MEI; veja próximos passos
A recente aprovação do Projeto de Lei nº 2.332/2022 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado trouxe uma significativa mudança para os funcionários públicos brasileiros. Ao permitir que servidores atuem como Microempreendedores Individuais (MEI), essa proposta traz novas possibilidades para muitos profissionais. No entanto, é crucial entender o que essa mudança implica e quais são os próximos passos para que essa alteração legislativa se torne realidade.
O que muda com o Projeto de Lei?
Atualmente, a legislação vigente impede que funcionários públicos participem da gerência, chefia ou administração de qualquer empresa privada. O único envolvimento permitido é o de sócio investidor, sem poder de decisão ou assinatura. Com a aprovação deste projeto, cria-se uma exceção, autorizando o registro como MEI sob determinadas condições. Essa mudança é especialmente relevante para aqueles que buscam complementar sua renda com atividades como ensino particular ou venda de produtos artesanais.
Contudo, a permissão não é universal. Servidores com conflitos de interesses, ocupantes de cargos comissionados ou funções de confiança são excluídos dessa possibilidade. Assim, um auditor fiscal não poderia abrir um MEI no ramo de sua fiscalização, como o setor de alimentos. Militares e empregados públicos de estatais também estão fora desta nova regra.
Quando poderei abrir o MEI sendo funcionário público?
Embora a CCJ tenha aprovado o projeto, ainda há um caminho complexo antes que ele se torne lei. Após a publicação da ata da reunião, os senadores têm um prazo para apresentar recursos. Se nenhum recurso for apresentado, o projeto seguirá para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, onde será submetido a debates e votações.
Esse processo pode ser demorado, variando de meses a anos, dependendo da prioridade que o Congresso lhe atribuir. Somente após aprovação em ambas as Casas do Congresso e sanção presidencial é que a mudança entrará em vigor.
Limite do MEI também está sendo alterado
Paralelamente, o governo federal enviou ao Congresso um projeto para elevar progressivamente o limite anual do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Atualmente fixado em R$ 81 mil desde 2018, essa mudança visa diminuir os impactos sobre empreendedores e as contas públicas ao permitir também a contratação de até dois empregados.
Esses projetos, embora independentes, são de grande interesse para quem planeja empreender no futuro próximo. Acompanhar suas tramitações é essencial para se preparar para as novas possibilidades que poderão surgir.
Perguntas Frequentes
O que é necessário para que o funcionário público possa ser MEI?
É necessário que o projeto de lei seja aprovado por todas as instâncias legislativas e sancionado pelo presidente da República. Assim, o servidor deve aguardar a conclusão de todo o processo legislativo.
Quais servidores não poderão ser MEI?
Aqueles que possuem conflitos de interesses com suas funções públicas, ocupantes de cargos comissionados e funções de confiança, além de militares e empregados de estatais, não poderão abrir um MEI.
Qual é o teto atual do MEI e como poderá mudar?
O teto atual do MEI é de R$ 81 mil por ano. O projeto propõe elevar este limite para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Um professor federal poderá dar aulas particulares como MEI?
Sim, desde que essa atividade não entre em conflito com suas atribuições no serviço público, um professor federal poderá optar por dar aulas particulares registrando-se como MEI.
Quanto tempo pode demorar para que o projeto vire lei?
O tempo é incerto, podendo variar de meses a anos, conforme a tramitação nas Casas do Congresso e a prioridade que lhe for concedida.
A aprovação do projeto sobre o limite do MEI interfere na possibilidade dos servidores públicos serem MEI?
Não, ambos os projetos tramitam de forma independente no Congresso. A aprovação de um não garante a aprovação do outro.
Conclusão
A aprovação pela CCJ do projeto que autoriza funcionários públicos a se registrarem como MEI é um passo significativo, mas ainda há um caminho a ser percorrido até que se torne realidade. Enquanto isso, conhecer as nuances e os impactos potenciais dessa mudança é essencial para que os servidores estejam preparados para as oportunidades que possam surgir no horizonte. Confiamos que, com as devidas aprovações, essa medida trará maior flexibilidade e oportunidades para muitos brasileiros.
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