Russos relembram cinco anos do massacre de Beslam

Mães, parentes e amigos marcaram ontem os cinco anos do pior ataque terrorista da história russa, quando um grupo de terroristas tchetchenos invadiu a Escola Número 1 de Beslan, na república da Ossétia do Norte, e mataram mais de 330 pessoas, a maioria crianças.
O massacre na Escola Número 1 de Beslan ocorreu entre 1º e 3 setembro de 2004. O ataque foi perpetrado por um grupo de mais de 30 terroristas, a maioria tchetchenos separatistas, dos quais apenas um foi capturado vivo. Nurpashi Kulayev foi condenado em maio de 2006 à prisão perpétua. A defesa de Kulayev argumentou que ele foi forçado a participar dos ataques. A Corte Suprema da Ossétia do Norte estabeleceu, contudo, a participação dele em crimes de assassinato, tentativa de assassinato, participação em ato terrorista, sequestros, porte e transporte ilegal de armas, entre outros crimes.
Promotores haviam pedido que ele fosse condenado à pena de morte, mas, desde 1996, a lei russa prevê uma moratória que permite a troca da pena capital por prisão perpétua.
O ataque foi reivindicado à época, em um comunicado na internet, pelo líder rebelde tchetcheno Shamil Basayev - que acusou ainda agentes de segurança russos de facilitar a chegada dos rebeldes à região, em um plano fracassado para capturá-los. As exigências dos terroristas eram a saída das tropas russas da república e a libertação de rebeldes tchetchenos presos.
As negociações duraram três dias, mas foram interrompidas por uma explosão que derrubou o telhado do ginásio e matou mais de cem. No desespero, os terroristas saíram do prédio atirando nas crianças, pais e professores pelas costas. Um confronto de doze horas foi iniciado de sala em sala entre as forças especiais, que invadiram o colégio sem planejamento estratégico, e os terroristas. Dos 32 terroristas, 31 foram mortos - com exceção de Kulayev.
Durante as negociações, apenas 26 mulheres e crianças foram libertadas. Ao todo, 330 reféns morreram no dia 3 de setembro de 2004, deles 186 crianças, e outros quatro faleceriam mais tarde em consequência dos ferimentos.






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