Rio grande, sábado, 25 de maio de 2013, 04:42h
Por: Carmem Ziebell
A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) anunciou que conseguiu restabelecer o sistema de abastecimento de água na cidade ontem, locando geradores e construindo uma ligação provisória da Estação de Tratamento de Água (ETA) à rede da CEEE. No entanto, a quarta-feira ainda foi difícil para diversos moradores, que, até o fechamento desta edição, ainda não viam a água escorrer nas torneiras. A Penitenciária Estadual do Rio Grande (Perg) e uma empresa da Barra, na manhã de ontem tiveram que ser abastecidos por caminhão-pipa. A Companhia contratou dois caminhões-pipa, um de 30 mil litros e outro de 15 mil litros, para atender os casos necessários até a normalização do fornecimento de água.
A interrupção no abastecimento de água em toda a área urbana da cidade (centro e bairros), no Cassino e na Vila da Quinta, ocorreu a partir das 22h de segunda-feira, em decorrência de um incêndio na subestação transformadora de energia da Corsan, localizada junto à ETA, situada na ERS-734. No Cassino, o abastecimento foi retomado no meio da manhã de terça-feira, a partir da instalação de um gerador, e na área urbana, no início da noite do mesmo dia, com outros dois geradores em operação. Durante a noite de segunda para terça-feira, foi construída a linha provisória ligada à rede da CEEE.
No final da manhã de ontem, o presidente da Corsan, Luiz Zaffalon, que estava em Rio Grande tratando da resolução do problema, disse que o abastecimento estava "quase normalizado", com as bombas de água tratada sendo alimentadas por energia da CEEE, por meio da rede provisória, e as da água bruta ainda com geradores. No entanto, observou que a normalização do abastecimento é demorada, pois "tem todo um passivo a ser recuperado". No início da noite, o chefe da Unidade de Saneamento de Rio Grande, Sérgio Nunes Freire, informou que a pressão das bombas na ETA já era normal e, em mais um prognóstico, disse que a tendência era de que até às 22h ou 23h já houvesse água em todas as torneiras.
Na tarde de ontem, chegou a Rio Grande um transformador, de 69.000 volts para 13.800 volts (utilizado na ETA), vindo do Polo Petroquímico, para fazer o serviço de um dos dois transformadores (dos quais um sempre é reserva) da subestação que foram queimados. A intenção é colocá-lo em funcionamento até sábado. Conforme Zaffalon, os dois transformadores queimados serão levados para Gravataí, para a fábrica da Trafo, para serem recuperados. Técnicos da Siemens, de São Paulo, virão a Rio Grande para refazer os quadros de comando da subestação, e outros, de Porto Alegre, para recuperar os retificadores. O prejuízo da Companhia ontem já estava estimado em R$ 600 mil.