Rio grande, quinta-feira, 27 de abril de 2017, 23:34h

ONG alerta para o número de equinos abandonados em via pública

“Já é o quarto cavalo que encontro em um mês”, disse a responsável pela ONG SOS Animal, Mariza Justo de Almeida, ontem, 16, após deparar-se com uma égua agonizando na vila Dom Bosquinho, na continuidade da rua Major Carlos Pinto. Para a sua surpresa a égua tinha proprietário, o carroceiro Everton Luiz, que informou que o animal teria fugido no início da manhã e caído em um banhado próximo ao local. Ele disse ainda que tentou retirar o animal do banhado, por volta das 10h, mas acabou levando coices e foi parar no hospital. Neste momento, segundo o proprietário, o corpo de bombeiros foi acionado e o animal foi retirado do local e colocado em frente a sua casa.

Sem condições de arcar com custos com veterinário, Everton disse que já havia contatado a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram), o Canil Municipal e a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSU), mas ninguém apresentou uma solução para o problema. “Eu já comprei outro cavalo, já faz seis meses que ela não está trabalhando”, contou o carroceiro. Segundo ele, a égua, de cerca de 15 anos de idade, estava amarrada no pasto, próximo ao banhado onde ele costuma levá-la para pastar e acabou fugindo.    

A responsável pela ONG contou que há um mês encontrou um cavalo abandonado na rua 1º de Maio, que acabou morrendo quatro dias depois. Passado um tempo, Mariza disse que encontrou outro animal, na mesma situação, no bairro Cidade de Águeda, que foi atendido pela veterinária da ONG. No último sábado, ela disse que havia outro cavalo abandonado no bairro Junção. “Este (da vila Dom Bosquinho) é o quarto caso, qual é o órgão responsável por esses animais? Tem que ter fiscalização para ver em que condições esses animais estão trabalhando! Tem que ter atendimento para quando o animal cai em via pública!”, desabafou.

Solução

A reportagem do Agora entrou em contato com os órgãos citados pelo carroceiro. De acordo com a responsável pelo Canil Municipal, Roberta Miranda, recolhimento de animais de grande porte é da competência da SMSU. O titular da pasta, Paulo Rogério Mattos Gomes, não foi encontrado pela reportagem, mas respondeu, através da atendente da Secretaria, Marinez Gonçalves, que se o animal tem dono, ele só poderá ser recolhido após o proprietário ser notificado pela Patram. Após recolhidos, eles recebem atendimento veterinário em um camping no Cassino. O soldado Severo, da Patrulha Ambiental, disse que a Patram atua na parte criminal, autuando proprietários por maus tratos. No entanto, disse que entraria em contato com a Prefeitura para tentar resolver o problema.

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