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| Foto: SUPRG/Divulgação |
A Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) realizará audiências públicas em Rio Grande e São José do Norte para discutir a dragagem de aprofundamento dos canais de acesso e bacias de evolução do Porto Novo e do porto nortense. Em Rio Grande, a reunião ocorrerá às 19h do dia 18, no auditório do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado do Rio Grande do Sul (Adaergs), localizado na rua Marechal Floriano, 286. Em São José do Norte, será às 19h do dia 19, no auditório do Ministério Público, situado na rua General Osório, 61.
As audiências públicas fazem parte do processo de licenciamento ambiental dessas dragagens junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nestes encontros, será apresentado o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) desses serviços, feitos em 2008, que poderão ser discutidos pela comunidade. As reuniões são abertas a todos os interessados.
Conforme a chefe da Divisão de Meio Ambiente do Porto do Rio Grande, Margareth Badejo dos Santos, esses desassoreamentos ainda não têm data prevista para serem feitos. Primeiro será realizada a obra de modernização de 1.125 metros de cais do Porto Novo, cujo início foi prometido para este ano pelo ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, em sua vinda a Rio Grande em janeiro deste ano. A modernização do cais tem que preceder a dragagem de aprofundamento.
Em função disso, o início dessas dragagens devem ocorrer em dois ou três anos. "O aprofundamento vai preparar o porto nortense para a expansão do porto rio-grandino para o lado de São José do Norte", relatou Margareth. Ela observou que quando ocorrer a instalação do Estaleiro EBR em São José do Norte, o porto nortense já deverá ter as condições necessárias ao empreendimento.
Para o aprofundamento dos canais de acesso e bacias de evolução do Porto Novo e do porto nortense, deverão ser removidos, ao todo, 10 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
Muito bom o comentário do Sr. Evandro, é necessário sim a dragagem para crescimento e evolução, porém não podemos esquecer dos impactos que isso causará, mas com precauções acredito que isso não afetará nossa praia/meio-ambiente, até porque será para benefício de todos, de suma importância para cidade do Rio Grande.
Alexandre M.M 08-06-2012 - 15h21min
Segundo estudos de técnicos da Universidade Federal do Rio Grande muitos desses milhões de metros cúbicos de sedimentos virão à praia e formarão uma camada de espessura variável , de um palmo a um metro, e por quilômetros, tornando a praia intransitável, causando forte impacto ambiental e turístico. Todos que lucram com a dragagem (estaleiros, terminais, indústria de fertilizantes, agenciadores, governo do estado...) tem que pagar a conta da limpeza. Que se crie um fundo para tal. Praia limpa.
Evandro 06-06-2012 - 20h34min