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- 16-11-2013 - 15h44min
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Índices de criminalidade aumentam entre os jovens

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Casos de criminalidade envolvendo menores são alarmantes

  • Casos de criminalidade envolvendo menores são alarmantes Promotora Luciara Pereira afirma ainda que quase todos os crimes praticados por menores estão relacionados a drogas ou alcool

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Índices de criminalidade aumentam entre os jovens

Casos de criminalidade envolvendo menores são alarmantes

Dois crimes graves envolvendo adolescentes chamaram a atenção da comunidade nos últimos dias. No dia 27 de outubro, um jovem, de 15 anos de idade, matou um segurança com um tiro no rosto, após discutir com ele na saída de uma festa no Cassino. Dias depois, em 31 de outubro, um jovem de 17 anos foi apreendido por agentes da 1ª DP, por suspeita de tentativa de homicídio no bairro Getúlio Vargas. Neste segundo caso, o adolescente é acusado de vários crimes, inclusive de um homicídio ocorrido no dia 1º de setembro, em decorrência de dívida de drogas. No dia 26 de outubro, ele teria disparado três tiros em uma das testemunhas do crime.

De acordo com a promotora da Infância e da Juventude, Luciara Robe Pereira, a criminalidade envolvendo menores em Rio Grande tem aumentado consideravelmente de uns anos para cá. Segundo ela, mais da metade do público da unidade de Pelotas da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado (Fase), que hoje atende 46 menores, é de rio-grandinos. Considerando que a unidade atende a seis municípios da região, e que Pelotas ainda é maior em população do que Rio Grande, trata-se de um dado alarmante. A promotora afirma que o fato não está diretamente relacionado ao Polo Naval, porque os crimes não envolvem pessoas de fora da cidade. Segundo ela, os menores infratores são todos do Rio Grande. Entretanto, comentou que talvez pela maior oferta de empregos na cidade, os pais estejam mais ausentes e isso pode ter contribuído.


 

Penalidades

Questionada sobre as penalidades que podem ser aplicadas em menores que cometem crime, a promotora informou que eles podem ficar privados de liberdade por até três anos, mas a medida não é aplicada com prazo fixo, “a cada seis meses, eles são reavaliados”, explicou. Os infratores podem permanecer intenados na Fase até os 21 anos. Luciara também informou que os processos têm prazo de 45 dias desde a apreensão do menor e que, neste período, ele permanece recluso.

No entanto, a promotora confirma que em muitos casos ocorre de o adolescente sair da Fase, cometer mais crimes e retornar, até mais de uma vez, para o regime interno. Segundo ela, apesar de a instituição realizar, de fato, um trabalho socioeducativo com os menores, uns acabam influenciando negativamento os outros e o trabalho socioeducativo acaba tendo poucos resultados. Ela também não acredita que a redução da maioridade penal seja uma solução, pelo contrário. “Reduzir a maioridade penal agravaria o problema”, opinou, porque dessa forma os menores infratores conviveriam com presidiários e teriam péssimos exemplos.


Crimes estão relacionados a alcool e drogas

A promotora afirma ainda que quase todos os crimes praticados por menores estão relacionados a drogas ou alcool, seja por disputa de local para venda de ilícitos, em razão de dívida de droga ou no momento em que o infrator está sob o efeito da droga ou do alcool. Sobre o caso da morte do segurança, a protora afirma que o acusado não conhecia a vítima e que o crime aconteceu principalmente porque o menor estava sob efeito do alcool e assim como este, muitos outros crimes ocorrem na saída de festas, justamente porque as pessoas ficam alteradas depois de consumir bebida alcoólica. Sobre o segundo caso, do menor que disparou três tiros em uma testemunha de um crime anterior, Luciara disse que trata-se de uma pessoa altamente perigosa, tanto que a audiência dele, prevista para o final da tarde, ocorreria sob escolta policial.


Problema é social


Sobretudo a promotora disse que o problema da criminalidade envolvendo menores é social e que esse jovem que pratica crimes hoje é o resultado da cultura a qual ele está inserido. A promotora avalia que as crianças têm acesso a jogos eletrônicos que estimulam a violência, a própria mídia influencia quando, por exemplo, veicula uma propaganda de cerveja que associa a bebida alcoólica ao sucesso, muitos programas de TV abordam a sexualidade, as companhias, os locais que esse jovem frequenta, a infrequência na escola etc. “São diversos fatores que contribuem para a formação ou deformação do caráter”, comentou.

A promotora também disse que está presente na sociedade uma cultura de irresponsabilidade dos familiares. “Os pais não têm tempo para os filhos, isso ocorre em qualquer camada social”, afirmou. Segundo ela, os pais precisam cuidar dos filhos no mais amplo sentido da palavra, precisam selecionar o que a criança está recebendo, acompanhar o aproveitamento e a frequência escolar, saber quem são os amigos e por onde o filho anda. De acordo com Luciara, estes são direitos básicos da criança e do adolescente que em muitos casos os pais não fazem cumprir. Entre os infratores, disse que muitos sequer estão matriculados na escola, outros tantos são filhos de criminosos e recebem o exemplo dos próprios familiares.

Por Tatiane Fernandes
tati@jornalagora.com.br


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