fechar
fechar

Seu voto foi registrado. Agradecemos sua participação.

Seu voto já foi computado nas últimas 24 horas.

Resultado parcial

Atenção: o resultado desta enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de
                 leitores do Agora Online.
Redes sociais
voltar

óbito

- 05-06-2013 - 20h35min
fechar
enviar Máximo 500 caracteres
* Ao enviar qualquer comentário, o usuário declara-se ciente e aceita integralmente o termo de uso
fechar

Comunicar erro

Se você encontrou alguma informação que esteja errada, utilize este espaço para reportar erros.

enviar Máximo 500 caracteres
fechar

Envie esta notícia para um amigo

» Adicionar mais um destinatário

enviar Máximo 500 caracteres

Mulher morre após fazer cirurgia plástica

fechar

Galeria de vídeo

fechar

Galeria de áudios

Uma mulher de 53 anos morreu, terça-feira, após submeter-se a uma cirurgia plástica, com três procedimentos,  incluindo abdominoplastia e lipoaspiração nas costas. Familiares da massagista Maria de Fátima Machado, que fez a cirurgia na segunda-feira, no hospital Santa Casa de Rio Grande, estão inconformados e dizem que a declaração de óbito emitida pelo posto do Departamento Médico Legal (DML) do Rio Grande deixa claro que ela morreu em decorrência de erro médico durante a cirurgia. No documento, está registrada a ocorrência de coagulação intra-vascular disseminada, infecção bacteriana e perfuração de cólon direito.

Vanessa Machado, filha de Maria de Fátima, conta que a cirurgia de sua mãe começou às 7h50min de segunda-feira e com previsão de término para as 13h30min, mas ela só teve notícias dela às 14h30min, quando foi informada de que a paciente estava no pós-operatório. Porém, a mãe só foi para o quarto por volta das 20h e queixando-se de muita dor. Segundo Vanessa, Maria de Fátima teve fortes dores durante a noite, chegando inclusive a ser medicada com morfina, mas a Enfermagem dizia que era normal no pós-cirúrgico. No entanto, "uma enfermeira chegou a comentar que ela estava sangrando muito". E, conforme Vanessa, a médica foi chamada três vezes no hospital e só compareceu perto das 4h30min, quando a paciente teve uma parada cardíaca.

Enquanto isso, outra médica do plantão foi solicitada pela Enfermagem para verificação do quadro e medicação para dor. "Quando a doutora (a cirurgiã plástica) chegou, entrou no quarto, abriu a cirurgia no abdômen, verificou, fechou, saiu dizendo que estava tudo bem com a cirurgia e pediu autorização para levá-la para o Hospital de Cardiologia, onde minha mãe teve outras duas paradas cardíacas e morreu às 9h15min de terça-feira", relatou.

A morte da paciente foi registrada por familiares na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) no início da tarde de terça-feira. O caso foi passado à 1ª DP, que nesta quarta instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias em que ocorreu o óbito. O enterro de Maria de Fátima Machado será realizado nesta quinta-feira, às 9h30min.

 

Contraponto

O assessor jurídico da Santa Casa, advogado André Gandra, disse que, no início da tarde de ontem, houve uma reunião no hospital, entre a cirurgiã plástica que fez a cirurgia, o diretor técnico e o pessoal administrativo da Santa Casa para verificar se houve algum erro ou falta imputável ao hospital. O que foi verificado, segundo ele, é que o procedimento transcorreu normalmente. "A cirurgia foi gravada e fotografada e a médica tem provas de que não houve nenhum problema".

Gandra explicou que, após a cirurgia, a paciente foi para a recuperação e depois para o quarto, onde começou a passar mal e foi atendida pela equipe de plantão. Por volta das 5h da manhã de terça-feira, teve uma parada cardiorrespiratória. Foi feita ressuscitação, "ela foi encaminhada à UTI" e morreu às 9h15min. "Mas ela foi devidamente assistida". Ele observa que a perfuração de cólon direito, que consta na declaração de óbito, não leva à morte em curto espaço de tempo, segundo a equipe médica que a atendeu.

"A Santa Casa abriu sindicância para averiguar o fato e vai aguardar o laudo do DML, que deve apontar a causa da morte para ver se efetivamente houve falha no atendimento", informou. Gandra ressaltou ainda que a paciente não morreu de choque hipovolêmico e sim de parada cardiorrespiratória, o que não tem relação direta com o procedimento cirúrgico efetuado. "Toda a cirurgia plástica tem um risco de óbito, mas neste caso não se localizou intercorrência médica que levasse à morte", acrescentou.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br


comente Comentários(0)

Participe


Sua opinião Agora

Na punição ao Grêmio em função da atitude de uma torcedora, qual das alternativas melhor reflete sua opinião:

resultado votar
Veja mais

Plantão



Comparte Jornal Agora - Todos os direitos reservados