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- 17-08-2012 - 19h34min
Corrigida em 17-08-2012 - 19h34min
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PRF está em greve por tempo indeterminado no RS

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Foto: Fabio Dutra

Desde o meio dia de quinta-feira, 16, a Polícia Rodoviária Federal não está atendendo acidentes sem vítimas nas estradas do RS. A informação é do representante sindical da região de Pelotas do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (Sinprf-RS), Luis Roberto do Nascimento. A medida foi uma decisão da categoria que ocorreu durante assembleia geral na sede do Serviço Nacional do Transporte, em Porto Alegre, no começo da semana. Entre as reivindicações da categoria que se encontra em estado de greve por tempo indeterminado, abertura de concursos públicos para aumentar o efetivo, melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira, são as principais.

Nascimento disse ainda que acidentes com vítimas continuam sendo atendidos, mas não são liberados no sistema da PRF e que os serviços administrativos da instituição também estão suspensos. No entanto, informou que todo o efetivo da PRF na região continua trabalhando, por uma questão de segurança. “A prerrogativa de greve diz que 30% do efetivo tem que seguir trabalhando, mas como nosso efetivo já está reduzido, e aliás essa é uma das nossas reivindicações, não teríamos como reduzir mais ainda, assim estaríamos colocando a população em risco”, explicou. Ele disse que todo o serviço relacionado à segurança, no que diz respeito à criminalidade, continua sendo desempenhado na região.

O sindicalista comentou também que não está prevista a mobilização da classe porque a Advocacia Geral da União (AGU) entrou, na quinta-feira, com ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a operação-padrão promovida pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). No entendimento do governo, a ação é "ilegítima" e caracterizada como "abuso de poder". Em decisão liminar, o pedido do governo foi aceito pelo STJ por volta das 20h. Segundo o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, a ação nada tem a ver com negociação salarial. Adams classificou o movimento da PF e da PRF como "uma sabotagem à ação estatal e ela prejudica as pessoas, colocando-as em situação inaceitável".

Essa é a primeira greve da história da PRF, instituição fundada há 84 anos. Em nota, o Sinprf-RS informa que o efetivo da PRF no RS é o menor em 16 anos. São 685, enquanto um estudo da 9ª Superintendência aponta a necessidade de 1.576 policiais. A nota diz que nesses 16 anos a malha viária aumentou de 5,5 mil para 6,1 mil Km no RS, a frota de veículos mais que dobrou, a criminalidade aumentou, a categoria recebeu mais atribuições e o efetivo só diminui. Hoje, de acordo com o Sindicato, há 13.098 cargos de PRF previstos em lei, mas são pouco mais de 9 mil no Brasil. Ou seja, há quase 4 mil cargos a serem preenchidos por concurso. Mais informações no site www.sinprfrs.com.br.


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