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Resultado parcial
O Senado marcou para o dia 11 de julho a votação do processo de cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no plenário da Casa. Com o aval de líderes partidários, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai acelerar a tramitação do caso para que a decisão final sobre a perda de mandato do senador ocorra antes do recesso parlamentar de julho.
Aprovado pelo Conselho de Ética, o pedido de cassação do Demóstenes precisa antes de ir ao plenário ser aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Como o regimento do Senado prevê o prazo de cinco sessões ordinárias (com votações) do plenário entre a votação no conselho e na CCJ, Sarney vai convocar sessões ordinárias extras da Casa nesta quinta-feira e na próxima segunda-feira - para a contagem do prazo.
Com a decisão, o processo será votado pela CCJ na próxima quarta-feira (4) e, no plenário, no dia 11 de julho. "Vamos antecipar sessões sem açodamento para cumprirmos o regimento. A ideia é fazer algo que não tenha nenhum questionamento [pela defesa de Demóstenes]", afirmou o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da CCJ.
O Conselho de Ética aprovou a cassação de Demóstenes pela suspeita de atuar no Legislativo em favor do empresário do ramo de jogos, recebendo "vantagens indevidas" e praticando "irregularidades graves" no seu mandato. O relator no conselho, senador Humberto Costa (PT-PE), disse que Demóstenes atuava como um "despachante de luxo" do empresário ao defender seus interesses em órgãos do governo.
Votação secreta
Ao contrário do conselho, onde a votação foi aberta, no plenário do Senado a votação será secreta. Pelo menos 41 senadores, a maioria absoluta da Casa, precisa aprovar o pedido de cassação para Demóstenes perder o mandato.
Por Folhapress