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- 16-08-2012 - 17h53min
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Greve na universidade

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Foto: Fabio Dutra / Arquivo JA

Quando iniciou-se a greve nas universidades, muito tempo atrás, enviei minha manifestação que foi publicada nesta página. Recebi crítica de um aluno do curso de Educação Física.

Pensei em responder, pois, sei exatamente quem sempre está por trás das greves na Furg, assim como sei o quanto essas pessoas são dedicadas à educação e reconheço o sentido "altruístico" e de interesse puramente "social" de suas reivindicações.

A greve é um direito e um instrumento de luta, mas, seria válido que o funcionalismo público, principalmente as universidades, se informassem como funcionam as greves nos outros países. Ninguém fica três meses sem trabalhar e recebendo salário. É lícito fazer greve, mas é injusto continuar recebendo no final do mês o salário pago pelo contribuinte que, na iniciativa privada, não tem as mesmas regalias.

Outro aspecto deplorável, como citou o leitor Pablo Cipolatti no Agora de 13/08, é que os alunos têm seus compromissos totalmente desconsiderados pelos "profissionais" da educação. E, como se não bastasse, a retomada das aulas se dá a "meia-boca". O quê, muitas vezes, já era ruim é oferecido em "trabalhinhos" para justificar nota. Nos países mais "desenvolvidos" as greves, geralmente, são gerais. Todo mundo para por 24 ou 48 horas. Três meses de férias, desculpem, de greve, só em terras onde se crítica os políticos, mas apenas se torna possível, se quer dar um "jeitinho".

Greve sim! Geral e por tempo determinado. Com possibilidade da população não desmantelar totalmente a sua rotina, os seus compromissos, muitas vezes, o seu futuro.

 

Por Helena Rodrigues


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