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Editorial

- 27-06-2012 - 21h16min
Corrigida em 27-06-2012 - 21h16min
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Sacolas plásticas

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A justiça determinou a manutenção das sacolas plásticas em supermercados e outras lojas "até que outra solução apareça para substitui-las".

Interessante a determinação da eliminação dessas sacolas, assim de uma hora para outra. Todos sabemos o quanto de poluição representam ao meio ambiente, considerando a mau uso e o longo período necessário até sua dissolução, como acontece, também, com outros produtos.

Parece que houve uma decisão de afogadilho, pela falta de um plano alternativo para a retirada do mercado, a menos que o consumidor resolva comprar as sacolinhas colocadas à disposição pelas lojas de supermercados.

Sabemos que as sacolinhas, em sua grande maioria, ao chegar na casa de qualquer um, são aproveitadas, de maneira natural, para o recolhimento de lixo e terminam amontoadas, aos milhões, sobre os lixões públicos, ou jogadas em terrenos baldios, ruas e praças, onde levadas pelas águas pluviais servem para entupimento de boeiros etc.

Todos compreendemos que pode haver uma solução para esse problema, mas também, entendemos que sua utilização nas compras já faz parte do dia a dia da dona de casa, pela praticidade que representam e, caso contrário, o cliente encontrará, por certo, dificuldade para o transporte das mercadorias adquiridas.

O plástico tornou-se parte integrante da vida do povo e, por isso, não entendemos o porquê de somente as sacolinhas serem retiradas de circulação? E, os demais produtos colocados à disposição do consumidor nas prateleiras que, igualmente, estão acondicionados em envólucros plásticos, será que esses não afetam igualmente o meio-ambiente? Para a retirada das sacolinhas, toda uma gama de produtos embalados em plásticos também deveria ser trocada para outro tipo de embalagem, pois também são levados para casa e colocados no lixo para enfrentar os lixões por este Brasil a fora.

A decisão da justiça, ao entender que a sacolinha, para ser retirada de circulação, terá que ser substituída por outro produto foi correta, oferecendo tempo para busca de uma solução e, ao mesmo tempo, preparar a transição.

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O aumento dos combustíveis mal foi decretado pelo governo e, pelo menos em outros estados, já chegou ao consumidor, muito embora as autoridades desse setor, tenham afirmado que o aumento não atingiria as bombas nos postos de comercialização.

Se confirmado o aumento ao consumidor, fatalmente surgirá a cadeia de aumentos em outros setores com o efeito cascata, fazendo com que tenhamos novo índice inflacionário, ou o governo continuará negando esse fato, mascarando o que todos sentimos no bolso?


 

Por Moacir Rodrigues
moacir@jornalagora.com.br


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