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Solidarizo-me com Carolina Castanho Lemos e faço meus os seus relatos, pois o crack afetou muitas famílias, inclusive a minha. Perdi meu irmão para a droga no dia 13/06. Se não fosse a minha filha, eu não o reconheceria, pois ele estava a há 20 dias no hospital, agonizando, sem uma pessoa para lhe alcançar um copo d'água e lhe dar um banho, pois sua companheira também é usuária da droga. Irreconhecível, magro, sujo e faminto, foi assim que meu irmão se foi.
Perdeu o emprego e a família para o crack. Morreu sem um chinelo para por nos pés, pois vendia tudo que tinha. Por isso faço esse desabafo, com tristeza. Peço para que os órgãos competentes façam alguma coisa para que as famílias parem de ver entes queridos se matarem para conseguir esta maldita droga que é o crack. Adeus meu irmão!
Por Leia Soares
Fico muito triste e sensibilizada com esse seu desabafo, Leia. Sinto muito e desejo que algo aconteça e transforme essa realidade tão cruel e destrutiva do mundo das drogas. Que as famílias parem de sofrer com essa maldita porcaria e que sejam felizes com seus entes queridos saudáveis e bem dispostos...
Kelly 20-06-2012 - 23h27min