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- 03-10-2011 - 19h28min
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A poluição atmosférica – parte I

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Foto: Deyver Dias

*Diniz Maciel da Silva

 

Finalmente, para alegria de todos os rio-grandinos preocupados com o meio ambiente, problemas de poluição do ar voltaram a ser discutidos em nosso município. Todavia, veem-se, diariamente, opiniões motivadas por constatações emotivas, em que os palpiteiros sobre problemas oriundos do meio ambiente e, em especial, de poluição do ar estão na ordem do dia, gerando pânico na população. Muito se fala e pouco se sabe.

Esta afirmativa é tão verdadeira que até um órgão de comunicação local, sem nenhum conhecimento do assunto, bem como desprovido de informações idôneas, citou, através de suas páginas, que o controle da poluição atmosférica em nossa cidade começou na década de 50 e que, atualmente, há em atividade apenas uma estação de monitoramento de ar. É um tal de “me disseram”!

Como esta matéria possui uma grande complexidade, através de alguns artigos, tentaremos especificar tanto administrativamente, como tecnicamente todos os envolvimentos promovidos pelo órgão ambiental do Estado com referência à poluição atmosférica, desde a sua chegada nesta cidade.

Em verdade, a atenção para os problemas originados pelas emissões atmosféricas em nosso Estado começou quando do surgimento do Polo Petroquímico de Triunfo. Em nossa cidade, a poluição do ar começou a ser objeto de estudos através do Departamento do Meio Ambiente, hoje, Fepam, a partir do fim da década de 70, quando seus técnicos elaboraram um programa intitulado de “modelagem matemática” a fim de que fossem avaliadas as dispersões dos poluentes em nosso Município.

Esse procedimento técnico é utilizado para avaliar alterações e impactos reais ou potenciais das emissões de poluentes atmosféricos resultantes de fontes industriais na qualidade do ar, levando-se em consideração as condições meteorológicas. Ou seja, sua temperatura, a velocidade dos ventos, o movimento de alta e baixa pressão e a interação desses com a topografia local. A convergência dos estudos sempre foi dirigida para a área industrial, em que se destacam as indústrias de fertilizantes inorgânicos, a refinaria de petróleo e as indústrias de pescados.

Então, a partir do início dos anos 80, nossa cidade começou a merecer pelos técnicos da Capital uma fiscalização mais de modo administrativo do que técnico, em que, vez ou outra, compareciam a fim de efetuar vistorias, motivadas por reclamações ou, então, para um devido licenciamento.

Apesar de, no início da década de 80, já haver em nossa cidade um técnico atuando junto ao órgão ambiental da Capital, somente no ano de 1983 o então Departamento do Meio Ambiente colocou uma representação oficial. A partir desse ato, recebíamos semanalmente a presença de técnicos envolvidos nas áreas mais críticas, sempre com o apoio do técnico aqui residente e, quando necessário, de técnicos da Furg.

Em 1986, com o forte envolvimento de ONGs locais, o órgão ambiental começou a sua real intervenção nos problemas da poluição do ar através da implantação da primeira estação de monitoramento do ar, atingindo, até o fim daquela década, um total de quatro estações. As avaliações eram e continuam sendo sobre Partículas Totais Suspensas e Dióxido de Enxofre.

No ano de 1994, a estação de monitoramento de ar localizada junto ao então Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais foi, simplesmente, roubada. Hoje, as outras três estações continuam em funcionamento e com as mesmas funções.

Existe um desejo imperioso e justo por parte da Secretaria Municipal da Saúde na avaliação diária dos poluentes atmosféricos. Todavia, entre o querer e o ter, há uma grande diferença.

Faz 25 anos que as estações em pauta, conforme normas técnicas aferem, através de filtros de fibra de vidro e pipetas, os poluentes já mencionados. A operação consiste nos valores médios de 24 horas relativos a concentrações dos poluentes mencionados e é realizada a cada seis dias a fim de “varrer” todos os dias da semana. Os relatórios com as suas devidas interpretações são sempre fixados em períodos de doze (12) meses.

Claro que as almejadas estações automáticas constatam instantaneamente o teor de poluição em seu entorno. Todavia, o custo tanto do equipamento, como da operação e da manutenção é muito alto. Prova disto é que das onze estações automáticas implantadas na Grande Região Metropolitana, atualmente, somente três estão em atividade face às razões acima mencionadas. Noutros estados, a realidade é parecida!
Atualmente há em andamento uma tratativa de parceria entre o órgão ambiental estadual e as indústrias locais a fim de se implantar equipamentos automáticos para aferições dos poluentes do ar com mais amplitude.

 

 

*Engenheiro Civil, Sanitário e Urbanista


 


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