Seu voto foi registrado. Agradecemos sua participação.
Seu voto já foi computado nas últimas 24 horas.
Resultado parcial
| Foto: Reprodução |
A facilidade com que James Holmes, 24, adquiriu 6.000 balas pela internet e rifles e pistolas em lojas do Colorado, reabriu, ainda que timidamente, o debate sobre o controle sobre a venda de armas nos EUA.
"Espero ouvir dos dois candidatos à Presidência o que eles pretendem fazer sobre armas. Precisamos de propostas sobre o que se pode fazer", disse Michael Bloomberg, prefeito de Nova York.
Tanto o presidente Barack Obama, quanto o candidato oposicionista, o republicano Mitt Romney, nem mencionaram o assunto, apenas expressando pesar e oferecendo condolências às famílias das vítimas.
Anúncios e propaganda política na TV foram suspensos ontem na televisão do Estado do Colorado.
O programa de entrevistas do apresentador britânico Piers Morgan, na CNN, foi um dos raros a debater se não seria a hora de dificultar a comercialização de armas no país (estima-se a existência de 300 milhões de armas para uma população de 305 milhões de habitantes).
Nos raros debates na TV, a crescente polarização do país se refletiu no enfoque.
No canal conservador Fox News, o de maior audiência entre os canais com 24 horas de notícias, membros da Associação Nacional do Rifle, o maior lobby pró-armas do país, diziam que não era hora de se debater o controle de armas e que há gente "má" que sempre terá acesso a armas. Um pastor foi entrevistado ao vivo, dizendo que estava faltando Deus para muitos jovens e que o mal crescia em ambientes não religiosos.
No canal mais à esquerda MSNBC, pró-democrata, especialistas alegavam que a maioria dos assassinos dos últimos massacres eram jovens introvertidos, narcisistas e isolados, mas que não eram criminosos comuns, com mais canais de acesso a armas ilegais.
Por Folhapress