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Jerusalém

- 22-09-2010 - 19h44min
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Morte de palestino causa revolta em Jerusalém

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Palestino atira pedras contra soldados israelenses durante confrontos em Silwan

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Morte de palestino causa revolta em Jerusalém

Palestino atira pedras contra soldados israelenses durante confrontos em Silwan

Um grupo de palestinos se revoltou na tarde desta quarta-feira, em Silwan, uma aldeia fora da Cidade Velha de Jerusalém, após o assassinato no início do dia de um jovem palestino por um guarda armado em um assentamento judaico, no bairro sob ocupação das tropas israelenses.

 

Um ativista em Jerusalém Ocidental disse que os distúrbios eram "o início da 3ª Intifada". Fumaça de incêndios subiu no centro da vila, e tropas israelenses fortemente armadas estavam reunidas nos muros da Cidade Velha, em parte para proteger os judeus que estavam migrando para o Bairro Judeu.


Segundo informações, os aldeões árabes vinham se queixando à polícia israelense que os colonos teriam tomado a lei em suas próprias mãos, mas as queixas foram ignoradas. Guardas armados no assentamento - que tem sido liderado por um grupo religioso chamado Elad - vagavam pela cidade livremente, com o apoio da polícia de fronteira israelense.


O incidente desta quarta-feira começou quando os palestinos e os colonos trocaram insultos, como ocorre diariamente, e os guardas dispararam para o ar. Os jovens palestinos teriam fugido, mas foram perseguidos pelos guardas e alvejados. Dois jovens ficaram gravemente feridos. As forças de segurança israelenses chegaram em poucos minutos, mas Samar Sarchan, que esperou a ambulância por uma hora deitado no chão, não resistiu e morreu no local.


"É revoltante que a vida dos palestinos seja tão barata para os colonizadores, para a polícia israelense e para Netanyahu, disse Siyan, um árabe morador da aldeia. "E vemos que para os americanos, também, somos um povo muito barato".

 

Mesquita

À noite, após as tropas terem invadido e tomado a mesquita de Al Aqsa, na Cidade Velha, a calma pareceu ter voltado às ruas de Jerusalém Oriental. A polícia antidistúrbios tinha tomado o complexo para remover do local palestinos que atiravam pedras contra o Muro das Lamentações, o local de orações mais reverenciado do judaísmo. Pouco depois, as forças de segurança israelenses se retiraram do local, o terceiro mais sagrado do islamismo.


Ao menos dez israelenses ficaram feridos em confrontos, incluindo um israelense de 35 anos, que foi esfaqueado nas costas por um manifestante palestino, perto do monte das Oliveiras. Vários veículos foram incendiados e três ônibus foram depredados, deixando um motorista ferido, informa o "Jerusalém Post".


Os palestinos acusaram Israel de estar minando as negociações diretas de paz que israelenses e palestinos iniciaram, sob a tutela de Washington, em 2 de setembro. As provocações nos assentamentos ilegais e o assassinato do jovem palestino seriam algumas das medidas contrárias à paz, disse uma autoridade local. "Esta violenta escalada das forças de ocupação israelenses representa medidas destrutivas que destroem a programação de construção da paz", disse o porta-voz do governo palestino, Ghassan Khatib, acusando a polícia de impedir ambulâncias de chegarem a Silwan para atender os feridos.  


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