Seu voto foi registrado. Agradecemos sua participação.
Seu voto já foi computado nas últimas 24 horas.
Resultado parcial
| Foto: Fábio Dutra/JA |
Mais de 20 dias após o início do processo de integração tarifária, os usuários do transporte coletivo na cidade continuam insatisfeitos com a mudança. As reclamações são sobre o atraso dos ônibus, a dificuldade em obter informação e a falta de planejamento dos trajetos de cada linha.
“Quero saber o que é preciso fazer para voltar ao que era antes?”, questionou Rosimeri da Silva, que trabalha com serviços gerais. “Todo mundo está insatisfeito. Todos os dias tem dado tumulto”, contou enquanto esperava pelo ônibus na Estação localizada na Praça Tamandaré.
Na parada em que estava Rosimeri, cinco ônibus de linhas diferentes deveriam passar, mas apenas uma fila de usuários era formada. Cada vez que um ônibus chegava ocorria um pequeno tumulto.
A vendedora Nara Melo disse não ver vantagem no novo sistema. “Eu não levava nem 15 minutos até em casa. Ontem peguei o ônibus às 18h e cheguei às 19h30min. Isso está muito errado. O pessoal entra no ônibus e nem sabe direito para onde vai”, relatou. Ela salientou ainda que, às vezes, precisa esperar o ônibus por uma hora e acaba tendo que pagar outra passagem.
O auxiliar de escritório, Uelinton Jensen, observou que algumas linhas não têm procura enquanto outras são sobrecarregadas. “Já vi cinco ônibus saírem vazios. Ao mesmo tempo que ficamos meia hora esperando pelo ônibus para a Cidade Nova. Foi se formando um bolo de gente, ficando um empurra-empurra”, lembrou.
Ele disse que, quando resolveu reclamar para um funcionário, perguntaram-lhe se o ônibus deveria passar de cinco em cinco minutos. “Fico com pena dos idosos. As brigas acontecem diariamente. Ninguém gostou da mudança. As pessoas entram no ônibus errado, ninguém informa direito”, completou.
O comerciante Silvio César Lima Rodrigues, que utiliza cadeira de rodas, também avaliou como muito ruim o processo de integração tarifária. “Eu espero muito mais tempo na parada. Tive que ir em outro bairro para pegar o ônibus adaptado. Estamos todos perdidos e eles não sabem informar. Vai ficar essa bagunça?”, interrogou.
Rodrigues também fez reclamações quanto ao atendimento diferenciado aos cadeirantes como o horário restrito de ônibus especial. “Só tenho direito de sair de casa até às 21h. Além disso, não tem mais os horários na internet dos ônibus adaptados. E os motoristas que nos davam atenção não fazem mais as mesmas linhas. Os meus amigos cadeirantes têm reclamado também”, destacou.