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Os trabalhadores dos Correios do Rio Grande aderiram à greve nacional e estão parados, por tempo indeterminado, desde ontem, 19. Eles acompanham mais 18 estados e o Distrito Federal. O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares, Fentect, reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Segundo o líder sindical rio-grandino, Anderson de Oliveira Gonçalves, praticamente 30% dos funcionários do Município estão parados, o que significa aproximadamente 20 funcionários. No Rio Grande do Sul, 845 empregados aderiram à greve, ou seja, 10% do efetivo da empresa no Estado.
Aprovaram a paralisação os empregados dos Correios em Alagoas, no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, em Goiás, Mato Grosso, na Paraíba, no Paraná, em Pernambuco, no Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e no Tocantins. Em Minas Gerais e no Pará, a categoria já havia iniciado a greve na semana passada.
Conforme o sindicalista, não é somente o reajuste que está mobilizando a classe. "Um dos maiores entraves na negociação é que a empresa quer mexer na cláusula 11 do nosso acordo, que é exatamente o convênio médico. E até agora não nos disse em que item vai mexes, o que vai modificar. Não podemos de forma alguma permitir que o convênio médico seja derrubado", ressalta. Outra reivindicação é a contratação imediata de funcionários.
O salário inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. Dos 35 sindicatos da categoria, 10 ainda farão assembleias até o dia 25. Uma das maiores empresas empregadoras no regime de, Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os Correios têm mais de 115 mil funcionários.
Segundo a ECT, há um plano com medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, a contratação de trabalhadores temporários e a realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos fins de semana. Em nota, a assessoria da empresa diz que apenas os itens econômicos da pauta de reivindicações dos sindicatos, se atendidos, gerarão acréscimo até R$ 25 bilhões na folha, cuja previsão de receita é R$ 15 bilhões para 2012.
O Tribunal Superior do Trabalho, TST, decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios, já que não houve acordo entre a empresa e o sindicato na audiência de conciliação realizada ontem, 19, em Brasília. A ministra Kátia Arruda será a relatora e definirá a data do julgamento. Na audiência, o TST concedeu liminar determinando que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40% por unidade, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Anete Poll
Realmente a funçao destas pessoas e importante. sem a devida valorização. Eles nao tem realmente horário para almoço, lanche. o que e lei CLT..Devem realmente parar. Ja tive familiar no correio e vejo hj a desvalorização..
Rezo, faço fotos que haja o devido aumento e consideraçao , valorização ao profissional (CARTEIRO).. ABRAÇOS ..
CLAUDIO 21-09-2012 - 10h59min
Nós carteiros do Brasil, estamos cansados do excesso de trabalho, horas extras forçadas, não temos o direito nem de almoçar em paz, fazer 1 hora de almoço, a qual temos direito por lei. Estou doente, estressado, estou depressivo e cheio de problemas, tudo isso porque a empresa se nega a contratar funcionários, para acabar com grandes percorridas e a hora extra forçada.Sou estudante universitário e carteiro em são Paulo,mas tive que abandonar os estudos pela 3ª vez por causa da empresa.
JAIRO DE SOUZA ARRUDA 20-09-2012 - 21h19min