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Uma família, com quatro filhos, foi retirada nesta quinta, 16 pela manhã, de um terreno no bairro Cidade de Águeda, após o proprietário ter entrado na Justiça pedindo reintegração de posse. Alexandre Cardoso Lemos, a esposa Cláudia Tavares Frasca e quatro filhos do casal, 13, 11, 9 e 4 anos, entraram no terreno há pelo menos dois meses, construindo inclusive um pequeno barraco para abrigar a família.
As madeiras do barraco, assim como as telhas e os poucos móveis estavam hoje, 16, à tarde, servindo de barreira para o trânsito, principalmente para o ônibus e o caminhão do lixo. "Fizemos isso para tentar mobilizar as pessoas a ajudar esta família, deixá-los todos juntos", dizem as voluntárias da associação de moradores do bairro, Luciglai Gomes e Margarete dos Santos. Conforme Cláudia, surgiu uma alternativa que seria ela e o marido irem para o albergue e as crianças ficarem com o Conselho Tutelar, mas não agradou. "Não temos como ficar separados, ainda mais por causa dos menorzinhos", enfatizou Cláudia.
Alexandre, que a exemplo de Cláudia, não está empregado no momento, não tinha a menor noção do que fazer. "Não sei nem por onde começar. Imagino que daqui a pouco vai ser noite e tenho que arrumar um lugar para nós". A única opção que a família encontrou, naquele momento, foi levar as poucas tábuas do barraco para ergue-lo em um campo no final da rua. O que se caracterizaria em uma nova invasão.
O casal nunca teve um lugar próprio para morar. Devido à pouca renda mensal, praticamente inexistente, sempre dependeu da ajuda de terceiros para abrigá-los. Antes de entrar no terreno, estavam morando com a irmã de Alexandre. "Como não temos emprego fixo não temos como pagar sequer um aluguel e este terreno estava vazio há mais de um ano, por isso entramos", diz Cláudia.
O presidente da associação de moradores, Elton Veiga, informou que o terreno é da Prefeitura e diz não entender a reintegração de posse para uma pessoa física. "A pessoa que alega que este terreno é dela, tem apenas um comprovante de compra e venda de um outro posseiro. Entramos em contato com a Secretaria Municipal da Habitação para ver se há alguém que possa nos ajudar neste caso", salientou Veiga.
O secretário municipal da Habitação, Roberto Dutra, confirmou que o terreno é de propriedade da Prefeitura Municipal. "O loteamento Cidade de Águeda pertence a Prefeitura. E a pessoa que pediu a reintegração de posse é para nós também posseira". Segundo Dutra, com a família de Alexandre e Cláudia, contabiliza-se cinco invasões no terreno agora em disputa. Dutra encaminhou ontem mesmo pedido à Procuradoria Jurídica da Prefeitura para que seja feito o pedido de reintegração de posse deste terreno.
Na minha opinião,querem tirar as pessoas daquele local apenas para deixar o campo vazio,pra virar espaço ocupado pelos marginais,pois varias pessoas ja foram assaltadas e até mesmo agarradas no campo,sem segurança nenhuma,sendo q nem tem quando começarem,a fazer novas casas no local
jessica silva 07-09-2012 - 18h53min
sou uma invasora desses terenos e realmente nao tenho como paga um alugel estou desinpregada ninguen que nos da servisso todo lugar pede esperiencia se eles nao nos da serviso agente nunca vai te esperiencia noa acho serto eles nos despeja pois naquele campo ja teve varios estrupos pessoas drogadas que fuman la e so fazem porcaria la agora que agente esta morando eles querem nos tira eu realmente nao tenho pra onde i nao tenho nenhuma renda para sobrevive fasso fachina mais nem sempre tem
katicilene 07-09-2012 - 13h25min
Invadi um terreno também,fui despejada de onde eu morava e nao tenho ondições de pagar um alugel todas as imobilharias pedem que no minimo tejamos dois salarios,se agente mal consegue si sustenta como agente vai te condisoes de pagar um alugem que e mais barato que agente acho foi de 450,00 os 450,00 agente pega pra conpra comiga por que a prefeitura so sabe faze casas para pessoas que recebem de 3 a 6 salarios se agente mal tel um salario minimo pra se sustenta
franciele 07-09-2012 - 13h17min
Ainda fico pasma com comentarios como o da Helen... Muito bonitinho que todos tem que pensar em casar e ter filhos apenas quando estiverem estruturados... Muito provavelmente recebeu varios conselhos da familia de como fazer para ser feliz.... Helen: Essas pessoas tem uma carencia muito maior que casa, comida, roupas... A carencia delas é de conhecimento, perspectivas...SOU CONTRA INVASOES mas tambem SOU CONTRA TIRAR AS PESSOAS E DEIXA-LAS NA RUA...
Tatiana 31-08-2012 - 16h52min
Acho que em primeiro lugar, as pessoas devem ter uma estrutura, profissão, emprego... para depois pensarem em "casar" e ter filhos...
De algum lugar essa família veio... porque não volta para lá?
Porque fazendo alarde é mais fácil conseguir algo de mão beijada?
Helen 20-08-2012 - 20h35min
Que baita comentário do amigo Luciano Fernandes, que imagem para estas crianças e também para os pais, ao verem seus filhos naquela situação, sem muito o que fazer.
Xavier 18-08-2012 - 02h00min
Não sou favorável a invasões, mas eu li bem? o Terreno pertence a Prefeitura? Porque a prefeitura tirou essas pessoas de lá? Recolocou-as em outro espaço? Pra quem quer doar ou doou um terreno pra TV, não pode doar para seres que precisam muito mais do que uma TV? Cada vez entendo menos e me revolto mais....
Magda 17-08-2012 - 22h07min
Sou contra invasões também!! Assim fica fácil... criar o problema e deixar que os outros resolvam... e ainda expõem os filhos a essa situação!! Irresponsáveis!!
Lucia Dorneles 17-08-2012 - 19h21min
Bem todos estão pensando somente em bens e essas crianças que não tem culpa da situação em que se encontram, casa própria hoje é só para que ganha acima de 4 salarios minimos pq dizem que que é apartir de um mas pedem no minimo uma renda de R$1800,00, como chamar plano de baixa renda
cristiano 17-08-2012 - 17h19min
Meus Deus do céu, a cena realmente é triste, não precisava ter sido assim! Mas não consigo entender, as pessoas não tem emprego, não tem onde morar e saem botando filho no mundo pra sofrer na miséria e ter q ver uma cena destas!
Rosimeri 17-08-2012 - 15h37min
É lamentavel tomar conhecimento do que ocorre! Essa preifeitura, está entre as cidades do estado que mais recebem impostos, e não tem um projeto social para resolver situações dessa natureza. Tudo bem, posse não é legal, mas perai, onde irão residir essa família com quatro filhos, que não tem onde morar. Pelo que eu sei, a famíla, é a base da sociedade, e o estado, no caso a prefeitura, nada intervém para resolver problemas desse tipo. Parabéns para prefeitura do Rio Grande pela sua ineficácia.
Rafael 17-08-2012 - 13h22min
me desculpem mas se todas as familias que tiverem difilculdades forem separadas ñ existirá mais nenhuma peço aos orgãos responsaveis que os ajudem eu tambem tenho 4 filhos e já passei por momentos dificeis e nunca pensei em me separar deles.
marcia 17-08-2012 - 13h03min
Realmente muito triste, mas um porém, com tanto emprego na cidade a construção civil precisando de mão de obra e não tem candidatos, o polo naval contratando muita gente inclusive mão de obra não qualificada. Porque as pessoas não procuram um emprego?
Catia 17-08-2012 - 10h38min
Embora possamos ficar compadecidos, não podemos concordar com invasões. Cabe aos governos, especialmente o federal criar projetos que atendam a população de baixa renda, ou será que não passou de mais uma promessa de antes das eleições para presidente ?
Luana Pinto 17-08-2012 - 10h12min
Invadir é crime independente de que faça. Mas..
O poder publico não faz nenhum projeto para moradia de baixa renda, como no caso. O município de são lourenço do sul, que ano passado sofreu prejuisos de milhões com enxurada, esta construindo bairros inteiros para famílias pobres.
A administração local, nem se quer fala disto, com a cidade crescendo e a pobreza aumentando. Eles preferem expulsar do que dar moradia a esta família.
Omar Almeida 17-08-2012 - 09h56min
Parabéns ao Jornal pela reportagem.
Leonardo Garibaldi 17-08-2012 - 09h14min
Imagino que a prefeitura retirou essa família do terreno, mas a colocou em um local provisório, é o mínimo que poderiam fazer!!
Não acredito que deixaram eles sem um local para dormir com as crianças.
Pablo 17-08-2012 - 09h07min
Que trauma para essas crianças, imagina viram-se desalojadas de suas casas... perderem o teto, perderem a mesa do almoço, quem faz greve por essas pessoas??? (me incluo) como somos individualistas, e nossas greves são só por nós, se não nos tocarem nada fizemos, mas aos outros nada nos importamos. Não faltará um politico oportunista para ajudá-los paliativamente. Não rezo, pois a muito já deixei de acreditar, mas que encontrem forças esses pais.
luciano fernandes 17-08-2012 - 08h50min
Basta tomar o P. Marinha como exemplo, os campo que foram invadidos a pouco tampo atrás, hoje estão com sobrados em cima, belas casas, ou seja, naquele baixo, as invasões não eram por necessidade e sim por lucro. "Não tem dono, vou pegar, para mim e amanhã, vendo para outro". Não podemos permitir isto, de forma alguma, seja onde for e na situação que for. Refletimos, se está invasão fosse um terreno seu ou meu, comprado com todo esfoço e trabalho, você aceitaria e doaria sem questionar??
Xavier 17-08-2012 - 03h38min
Fato triste, principalmente pelas crianças, que ainda pouco entendem deste mundo tão dificil e mau dividido. Mas é preciso compreender que, não tem como sair invadindo e morando onde se bem entende, seja no terreno de quem for. O Sr. Elton, Presidente da Ass. de Moradores me espanta, ao questionar a reintegração...Ora, basta observar um ponto, o terreno não era deles, não, então infelizmente estavam errados. O terreno é da Prefeitura, é da cidade, ou seja tem dono...
Xavier 17-08-2012 - 03h32min
Por todo mundo achar que posse é correto que as coisas acontecem !!!!!! Estou na mesma situação !!!!!
OLhem meu Facebook Julio Santana e vejam oq eu estou passando ... o pior e que os posseiros meus tem casa propria e casas de aluguel !!!!!
Julio Santana 17-08-2012 - 01h25min