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- 05-08-2012 - 20h08min
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Por causa da greve, aulas podem avançar o verão

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O atual ano letivo nas Universidades Federais e Institutos Federais de Ciência e Tecnologia devem ter seu encerramento apenas no próximo ano. Na maior parte das 57 instituições federais a greve começou antes do final do primeiro semestre letivo. Com isso, para dar andamento às aulas será necessário finalizar ainda o que restou antes do período de greve.

 A Universidade Federal do Rio Grande divulgou nota no último dia 2 de agosto adiando o período para solicitação de matrícula pela internet e o início das aulas do segundo semestre letivo. Ainda foram adiadas também as confirmações de matrícula daqueles que forem ingressar no segundo período de 2012. Segundo a Pró-Reitoria de Graduação essas datas serão redefinidas na reestruturação do Calendário Universitário que será feita pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Administração (Coepea) somente após o final da greve que atinge o sistema universitário brasileiro.

 As negociações entre as categorias em greve e o governo federal estão travadas prejudicando o andamento do ano letivo que deverá ser recompensado após a greve. O coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Furg, Cristiano Benitez diz que a classe estudantil da Furg segue apoiando a greve. “Vamos manter o nosso apoio a greve sim. Infelizmente teremos que adequar o calendário mesmo que isso signifique entrar o ano com aulas”, afirma ele.

 “Estamos em um momento de greve e isso serve para que o governo dê mais atenção aos professores”. Cristiano acredita que em setembro as aulas já deverão ter sido retomadas.  Para os alunos ele diz que a greve também tem sido importante para discutir questões dos interesses da comunidade estudantil. “Temos mais vagas na eleição a reitor e a greve tem sido positiva para aumentar o espaço dos estudantes na Universidade. Nossas demandas estão sendo olhadas com mais atenção. Temos pautas locais que estão sendo debatidas e também pautas nacionais”, afirma ele.

A Universidade Federal do Rio Grande tem em suas características receber diversos alunos de fora da cidade que acabam utilizando o sistema de locações de casas, apartamentos e diversas instalações para passar o ano letivo em Rio Grande. Contratos temporários, principalmente no Cassino, acabam expirando caso o aluno precise ficar mais tempo do que aquele previsto no fechamento do contrato. “O DCE tinha planejado várias ações de gestão que atrasaram por causa da greve. Essa questão das moradias pós o período normal letivo já está sendo analisado. Estamos guardando dinheiro em caixa para poder dar suporte aos alunos que poderão passar por alguma situação difícil para encerrar o período letivo. Até agora não chegou até nós nenhum caso especifico, mas sabemos que poderá vir a ocorrer. Como nós entramos em greve vamos dar suporte ao aluno quando as aulas retornarem”, encerra Benitez.

 


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