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ação civil

- 26-06-2012 - 20h06min
Corrigida em 26-06-2012 - 20h06min
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Justiça condena Renato Albuquerque por contrato de serviço sem licitação

Uma das penalidades estabelecidas para o vereador do PMDB é a suspensão de direitos políticos por três anos
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Em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual, a juíza da 2ª Vara Cível de Rio Grande, Cíntia Terezinha Burhalde Mua, condenou Renato Espíndola de Albuquerque pela contratação de um serviço, quando superintendente da extinta Autarquia do Balneário Cassino (ABC), sem licitação ou tomada de preços com participação do contratado. Como penalidades, determinou a suspensão dos seus direitos políticos pelo prazo de três anos, e pagamento de multa civil no valor de R$ 2.335, valor correspondente ao histórico das contratações efetuadas à revelia da Lei 8.666/93 (das Licitações), mais a proibição de contratar com o Poder Público por três anos.

Se mantida a condenação, a suspensão dos direitos políticos de Albuquerque, atualmente vereador pelo PMDB, deve ocorrer apenas após trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais prazo de recurso.

Em sua decisão, a juíza ressalta que o administrador público deve se submeter aos princípios da legalidade e da isonomia. Conforme exposto na sentença, Albuquerque contratou um prestador de serviço para realizar a recuperação do telhado do galpão crioulo do camping do Cassino, sem atender ao estabelecido pela Lei das Licitações. Além disso, para receber o pagamento, como não tinha nota fiscal própria, o contratado utilizou duas notas fiscais emprestadas por outro prestador de serviços, que também figurou como réu na ação.

Os dois prestadores de serviços foram condenados ao pagamento, solidariamente, de multa civil no valor de R$ 2.335 e à proibição de contratar com o Poder Público por três anos. A reportagem entrou em contato com Renato Albuquerque no final da tarde de ontem. Ele disse que ainda não tinha sido comunicado da decisão, mas antecipou que vai recorrer.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br


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