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- 06-08-2012 - 18h38min
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Ney Amado Costa, o comentarista realmente técnico - Nº 30

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Goleiro Piva

  • Goleiro Piva  Equipe do S.C. São Paulo – Em pé: Eloi, Homero, Alonso, Vádi, Piva, Silvestre e Ney Amado (treinador). Agachado: Antoninho, Adair, Aldo, Dirceu e Oliveira, quando subiu para divisão especial.

 Joseli Cleide Antunes Piva, um goleiro espetacular

 

Em 1967, fui convidado e aceitei comandar o elenco profissional do S.C. São Paulo. Faltavam duas rodadas para terminar o primeiro turno da chave de oito clubes e o São Paulo estava entre os dois últimos colocados.

Na ocasião, tinha quatro bons goleiros e o treinador era Nadir Gonçalves, que jogou no Grêmio de Porto Alegre: O uruguaio Oscar Urrútia, com muito prestígio no Brasil de Pelotas, Geraldo, que vinha do S.C. Internacional, Joseli Piva depois de formado em Odontologia, retornou ao Leão do Parque e o jovem Rubens Fritzem. Optei pela saída de Oscar, eram muitos goleiros e efetivei Piva como goleiro titular.

Como Rio Grande e Rio Grandense estavam na divisão de honra do futebol do Rio Grande do Sul e tinham preferência nos jogos de fim de semana, O São Paulo começou a jogar aos domingos, na parte da manhã, com o mais absoluto sucesso. Com o apoio da torcida, charanga e um imenso entusiasmo popular na cidade, o São Paulo se classificou para fase final e conquistou o vice-campeonato da série B “Segundona” adquirindo o direito de disputar a divisão especial de 1968. O time base do Leão do Parque era: Piva, Silvestre, Elói, Homero, Flávio, Pepe, Alonso, Joel, Vádi, Antoninho, Aldo, Adair Aguirre, Giovane, Dirceu e Oliveira.

Joseli Piva não tinha a altura dos goleiros atuais, entretanto, possuía grandes virtudes que o tornavam espetacular. Massa muscular excelente, boa impulsão, ágil, grande coragem, chute forte, era uma grande barreira. Piva poderia até atuar mais tempo no profissionalismo. Preferiu atuar no Futebol de Salão, no Águia Branca, constituindo-se numa barreira quase que intransponível. Piva fazia milagres. O Águia Branca fez boa campanha no citadino.

Muitos times assediaram Piva. Passou pela A.A. Presidiários por um ano, integrou-se à AABB, quando o time bancário fez o jogo histórico com o Ipiranga A.C., foi atração quando atuava pelo time do IAC. Vestiu a camisa da Seleção Rio-grandina por várias competições. Joseli Piva era atração em qualquer jogo que atuasse, com seu jeito explosivo, corajoso, espetacular.

Um nome que ficará na história do esporte Rio-grandino. Joseli Cleide Antunes Piva, uma legenda espetacular para ser mantida na história esportiva da cidade do Rio Grande.


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